O menino que se reinventou

26/04/2017 às 15:10

“À procura do menino que há tempos ouvi falar, encontrei essa história que começou lá na linha do horizonte da planície pantaneira, em um lugar chamado Sesmaria do Morro Redondo, conhecido como Mimoso, no Estado de Mato Grosso, Centro-Oeste brasileiro, em 5 de maio de 1865...”. Assim a autora Daniela Freire começa a narrativa de Jeri Kurireu, o menino que se reinventou, publicado pela Entrelinhas Editora. De uma forma simples e dialógica, mostra o caminho percorrido pelo personagem, seus valores, seus desafios, contradições e sua busca.

O livro apresenta aos jovens a biografia do mato-grossense Cândido Mariano da Silva Rondon, uma das personalidades mais destacadas do século XX em todo o Ocidente, e será lançado no próximo dia 5 de maio de 2017, no Sesc Arsenal, na data do seu nascimento.


Incentivo ao protagonismo

Jeri Kurireu: o menino que se reinventou, da psicóloga e pesquisadora da infância Daniela Freire, com ilustração da artista plástica e publicitária Daniele Dias, faz parte da coleção infantojuvenil da Entrelinhas dedicada a biografia de personalidades mato-grossenses”, informa a editora Maria Teresa Carrión Carracedo.

“A obra é uma narrativa que analisa a trajetória de vida do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, levando em consideração a perspectiva das crianças e adolescentes. Caracteriza-se por ser um convite à reflexão sobre os valores que orientaram a infância, a adolescência e a vida adulta de Rondon, destacando a dimensão ética de sua relação com os povos indígenas e as transformações que sofreu, à medida que vivenciava os desafios que a vida lhe impôs logo na tenra idade”, explica a autora Daniela.



A análise da obra anuncia seu potencial, sobretudo, para os campos educacional e cultural, uma vez que é fonte de informação de fatos históricos ao mesmo tempo em que convida o leitor ao exercício da reflexividade, incentivando o protagonismo.

O livro relata como um menino de uma pequena localidade no interior do Brasil alcança uma das posições mais destacadas na história do mundo. Considerado pelo Instituto de Geografia de Nova Iorque um dos cinco maiores exploradores do planeta, Rondon foi indicado ao prêmio Nobel da Paz em três ocasiões (1925, 1953 e 1957), sendo a primeira delas por ninguém menos que o físico alemão Albert Einstein, “em reconhecimento à sua postura antirracista e pelo pioneirismo na luta para abolir as diferenças entre as nações indígenas e a cultura dos colonizadores, sejam eles militares, religiosos, fazendeiros, mineradores, seringueiros”, destaca a autora, no livro. São muitas as homenagens que este mato-grossense recebeu, dando seu nome a uma cidade, como Rondonópolis, em Mato Grosso, a um Estado, Rondônia, e até mesmo ao meridiano 52, o Meridiano Rondon.


Sobre a autora e a ilustradora

Daniela Freire é psicóloga, nasceu e cresceu em Cuiabá e gosta de inventar novos jeitos de falar sobre a vida para as crianças. É professora do Departamento de Psicologia da UFMT, coordenadora do grupo de pesquisa de Psicologia da Infância e atua no programa de pós-graduação em Educação.

Daniela também escreveu para a editora, “Bugrinho: que menino é esse?”, com a biografia do seu pai, o poeta Silva Freire, para crianças, livro ilustrado pelo artista plástico Marcelo Velasco.

Daniele Dias é ilustradora nascida em 1981 na cidade de Cuiabá. Cresceu nas terras pantaneiras de São Pedro de Joselândia, distrito de Barão de Melgaço.

“Dentro de Dani moram mil imagens que ganham contornos nas tintas de suas aquarelas. Elas dançam igual brincadeira de criança. Se você chegar bem perto descobrirá o esconde-esconde que mora nas páginas deste livro.”

Além de mato-grossenses, Dani e Dani têm algo em comum com Rondon: Dani Dias é neta de João Dias de Moura e Dani Freire, filha do poeta Silva Freire, ambos nascidos em Mimoso, terra de Rondon.



Mais informações sobre o livro, neste link





 

Fonte: Assessoria

Formas de Entrega

Formas de Pagamento

Cartões de Crédito

Débito Automático

Boleto bancário

e-box ShopSitevip Internet