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Lançamento infanto-juvenil de Aclyse de Mattos e Marcelo Velasco, é uma homenagem a Névio Lotufo e a Cuiabá na década de 1960

02/12/2019 às 18:51


Como parte da programação de lançamentos em comemoração aos 25 anos da Entrelinhas, mais uma personalidade cuiabana será homenageada de forma singular, e passa a fazer parte do catálogo infantojuvenil da editora, assim como o poeta Silva Freire e o marechal Cândido Mariano da Silva Rondon. Agora é a vez de Névio Lotufo ser imortalizado em livro do autor Aclyse de Mattos, ilustrado por Marcelo Velasco.


Motosblim conta uma história real, inventada por dois meninos cuiabanos. Real, nas lembranças, e dourada pela imaginação do escritor e do ilustrador. O mundo acontece bem ali na rua onde a turma brinca, joga bola, pedala. Mas, não é qualquer rua, nem qualquer tempo. É o tempo mágico da infância em Cuiabá.


Esse universo é recriado por Aclyse de Mattos e Marcelo Velasco. A figura central dessa lembrança é Névio Lotufo, personalidade ímpar e multifacetada que surge mais forte que qualquer personagem fictício que pudesse ser inventado.


Na rua 13 de junho se desenrola quase toda a ação: nela moram os personagens, por ela passa o mundo, ciclistas, misses e até o circo. Mas... os brinquedos, os projetores de cinema, os calhambeques de Névio e a bicicleta do menino também podem ser engolidos pela temível máquina do tempo. Eis o mistério que alimenta a narrativa.



“Algumas pessoas vivem de forma tão extraordinária que se perpetuam na mente e no coração dos seus contemporâneos, marcando gerações”, opina a editora Maria Teresa Carrión Carracedo, que destaca aspectos da edição:


“Para o menino-escritor-professor-poeta-compositor-cuiabano Aclyse de Mattos, o doutor em bicicletas, que se dedicava a colecionar carros antigos, entre tantas outras antiguidades e modernidades tecnológicas do seu tempo, ficou gravado nas mais vívidas lembranças da sua infância e adolescência. Foi assim que ele resolveu escrever sobre a sua vida em Cuiabá na década de 1960 e sobre Névio Lotufo, personalidade que marcou o seu imaginário. Para contar essa história, o menino-ilustrador-professor-artista plástico-cuiabano Marcelo Velasco, contemporâneo de Aclyse, mergulhou em suas lembranças compartilhadas para ilustrar a história, agora registrada para sempre.


Pioneiro em muitas frentes, Névio Lotufo notabilizou-se por viver a vida intensamente, com uma disposição sem limites para múltiplas atividades.


Carismático, era sempre alegre e prestativo. Sua loja-oficina-casa sempre foi um espaço de grande curiosidade para os que tinham sede de aprender e conhecer. Um portal para um mundo de novidades.


Esta história real e imaginada, além de nos fazer recordar, pode inspirar gerações.”



Sobre o autor e o ilustrador


Aclyse de Mattos, o autor da história. Cuiabano de 1958. Passou a infância na rua 13 de junho, onde morou em frente à Motosblim. Ia a pé para a Escola Barão de Melgaço, que funcionava onde hoje é o Palácio da Instrução. Nas horas vagas, jogava futebol com bola de meia na Praça da República, à sombra da velha Matriz, que não existe mais. Aos domingos, a família saía de carro e passava nas bancas de revistas da praça Alencastro. Aí era uma festa de ler gibis e coleção de livros de bolso. Fez o ginásio na Escola Técnica Federal de Mato Grosso, onde começou a fazer poesia e música, participando dos primeiros festivais da canção da escola. Em 1976, deixa Cuiabá para estudar em São Paulo e depois no Rio de Janeiro. A paixão pela literatura e música continua. Participa de diversas revistas de poesia no Rio e do grupo musical Peça Original. Pai de Thiago. Marido de Ana Lúcia. Professor da Faculdade de Comunicação e Artes da Universidade Federal de Mato Grosso, doutor em Comunicação pela Universidade Federal de Minas Gerais e mestre pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Em 2017 passa a integrar a Academia Mato-grossense de Letras.


Marcelo Velasco, o ilustrador. Cuiabano de 1963. Passou a infância na rua Voluntários da Pátria. Começou na arte porque percebeu que as casas cuiabanas tinham muitos quadros com cenas de Ouro Preto, mas nada de Cuiabá. A partir daí, passou a recolher histórias, fotos e memórias. Muitas conversas com personalidades icônicas da cultura cuiabana (Dunga Rodrigues, Lenine Póvoas, Cel. Octayde Jorge) acabaram por formar um artista intensamente vinculado à história de Cuiabá e à iconografia da cidade. Cicloativista. Ambientalista. Artista plástico. Doutorando do Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura Contemporânea, na Faculdade de Comunicação e Artes da Universidade Federal de Mato Grosso. Formado em Arte-Educação pela Universidade de Brasília (Artes Plásticas e Desenho). Marcelo atua no Instituto Federal de Mato Grosso – justamente a Escola Técnica em que estudaram os dois autores. Para a Entrelinhas, Marcelo ilustrou Uma maneira simples de voar, de Ivens Cuiabano Scaff; Bugrinho: que menino é esse?, de Daniela Freire; A mamãe das cavernas e a mamãe loba, também de Ivens Cuiabano Scaff, inaugurando um esmerado trabalho de ilustração infanto-juvenil nas edições da Entrelinhas. Pai de Marcelo Augusto. Marido de Silvana. Meu amigo e parceiro neste livro, em que recontamos uma memória inventada (o que não quer dizer que não tenha sido vivida subjetivamente, não é mesmo?), Marcelo reconstrói com talento, paixão e precisão os cenários inesquecíveis da Cuiabá dos anos 1960, para esta história.



Mais informações sobre o livro, neste link





 

Fonte: Assessoria

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