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ISBN9788579920929

SeloEntrelinhas

MÁRCIO AURÉLIO
[ Reflexões Telúricas | Telluric Reflections ]

Márcio Aurélio dos Santos, 60 anos, é um artista de grande versatilidade criativa. De vocação experimentalista, a transformar e redimensionar o simples, o comum do cotidiano, muito contribui para a inventiva da arte mato-grossense. O fato de trabalhar com elementos corriqueiros amplia o alcance visual da arte, aproxima o olhar e acrescenta a compreensão daquilo que normalmente não se vê e nem se valoriza. Para Márcio Aurélio nada se descarta, o entulho se transforma em sensível experimento, o que nos faz lembrar as palavras do nosso poeta Manoel de Barros, “o que é bom para o lixo é bom para a poesia”. Em Márcio, o que geralmente vai para o lixo é reaproveitado em sua plástica, modo de explorar as potencialidades da matéria e/ou do suporte material.
Acreditamos seja Márcio Aurélio um instrumento catalisador entre a memória popular, atual, e a expressão erudita no processo criativo que motiva e estende a compreensão contemporânea da arte. Em Márcio, o popular e o erudito se inserem na resposta contemporânea de sua contribuição criativa.
 
Aline Figueiredo,
Curadora, crítica de arte e animadora cultural
Março de 2016
 
Márcio Aurélio dos Santos, 60, is a highly versatile and creative artist. With an experimentalist vocation, of transforming and re-dimensioning simple, common things, he has made a large contribution to Mato Grosso art. The fact that he works with everyday items widens the visual reach of his art, draws our look towards it and adds understanding of something that normally we would take for granted. Márcio Aurélio does not discard anything; the rubble that is transformed into a sensitive experiment which reminds us of the words of the our poet Manoel de Barros, “what is good for the trash is good for poetry”. To Márcio, what is normally thrown out is reused in his art to explore the potentials of the material and/or support material.
We believe Márcio Aurélio may be a catalyzing instrument between the current, popular memory and the erudite expression in the creative process that motivates and extends understanding of contemporary art. With Márcio, the popular and the erudite are inserted into the contemporary reply from his creative contribution.
 
Aline Figueiredo,
Curator, art critic and culture promotor
March de 2016


Acreditamos seja Marcio Aurélio um instrumento
catalisador entre a memória popular, atual,
e a expressão erudita no processo criativo que
motiva e estende a compreensão contemporânea
da arte. (Aline Figueiredo)

Autor e produtor de uma arte engajada, dentro
de um contexto multifacetado onde a presença
ameríndia cabocla, pantaneira, se manifesta nos
traços, nas formas, nos símbolos iconográficos,
sem, contudo, perder de vista a sua universalização.
(Luís Carlos Ribeiro)

Márcio Aurélio é como o cerrado. Há uma simbiose
entre as estações do ano e sua produção artística.
Consegue sobreviver aos momentos de estiagem
e produzir arte, suplantando os limites que a vida
lhe impõe. (Wagton Douglas)

Seu nome é delicadeza.
O nome da sua arte é delicadeza.
Gosto de visitá-lo. Gosto de visitar o menino que
quase apanhou do pai quando, à beira de um rio,
em vez de pescar ficava lixando as pedras de piçarra
para dar formas que vinham lá de dentro de si.
(Ivens Cuiabano Scaff)

Márcio Aurélio dos Santos é um catador de sonhos e
ilusões [...].
Esse homem do tempo presente que vive de revelar
surpresas desenhadas e cerzidas ao percurso da
própria vida, [...]. (Carlinhos Ferreira)

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ALINE FIGUEIREDO

Nascida em Corumbá, Mato Grosso do Sul, em 1946, é animadora e crítica de arte. Tendo realizado a “Primeira Exposição de Pintura dos Artistas Mato-grossenses” (1966), em Campo Grande (MS), ali fundou e dirigiu a Associação Mato-Grossense de Artes (AMA, 1967/1972). Em 1971, conclui o curso de Direito pela Federação Universitária Católica de Mato Grosso. Transfere-se para Cuiabá, ingressando em fevereiro de 1973, no quadro técnico da UFMT, e, junto a Humberto Espíndola, elabora projeto para a criação do Museu de Arte e de Cultura Popular (1974). Nesse Museu, além da Divisão de Artes Visuais, exerceu o gerenciamento até 1982, e, entre 1985 e 1996, exerceu a função de supervisora. Participa da Implantação da Fundação Cultural de Mato Grosso, em Cuiabá (1975), e ali atua até 1979, na assessoria de artes plásticas, quando cria o Ateliê Livre, o Salão Jovem Arte Mato-grossense e a Pinacoteca Estadual, todos em 1976. Autora dos livros “Artes Plásticas no Centro-Oeste”, (Edições UFMT/MACP/Cuiabá/1979), recebe por essa publicação o prêmio “Gonzaga Duque”, da Associação Brasileira de Críticos de Arte (Rio de Janeiro, 1980); “Arte Aqui é Mato” (Edições UFMT/MACP/Cuiabá, 1990); “A Propósito do Boi” (EDUFMT/Cuiabá, 1994), pelo qual recebe o Prêmio Alejandro José Cabassa, oferecido pela União Brasileira de Escritores (Rio, 1996). Participou de Comissões Organizadoras de diversas coletivas nacionais, a exemplo do Salão Nacional de Artes Plásticas (Rio de Janeiro, 1983/84). Integrou júris de diversos salões nacionais, realizados em quase todos os Estados brasileiros. Entre 1985/86 prestou assessoria, “ad doc” na área de artes plásticas, ao Conselho Nacional de pesquisa (CNPQ), em Brasília. Desde 1970 vem ministrando cursos de História da Arte. Edita o livro “Dalva de Barros – Garimpos da Memória” (Editora Entrelinhas, Cuiabá, 2001), recebendo por essa publicação o Prêmio Sérgio Milliet, da Associação Brasileira de Críticos de Arte, São Paulo, 2002. Participa com Bernardo Élis, do livro “O Centro-Oeste”, (Editora Colorama/Banco Francês e Brasileiro, Rio de Janeiro, 1985), e “Mato Grosso – Território de Imagens” – com o texto “Pintura e fotografia em diálogo – décadas de 60, 70 e 80”, organizado por Magna Domingos, (Editora Entrelinhas, Cuiabá, 2008). Organiza juntamente com Humberto Espíndola o “Catalogo MACP”, (Animação Cultural e Inventário do Acervo do Museu de Arte e de Cultura Popular da UFMT), edições UFMT e Entrelinhas, 2010, livro indicado ao Prêmio Jabuti. Participa da “Coleção Pensamento Crítico”, vol. 4, organizado pelo Professor Dr. Laudenir Antonio Gonçalves da UFMT, editado pela Funarte, Rio de Janeiro, 2010, Ministério da Cultura. Obteve o Prêmio Mario de Andrade conferido pela Associação Brasileira de Críticos de Arte – ABCA, pela sua trajetória de Crítica e Animação Cultural, São Paulo 2013. Em 2014 organiza a coletiva “Percurso” (Magia Propiciatória), realizada no Museu de Arte e de Cultura Popular da Universidade Federal de Mato Grosso, por ocasião dos seus 40 anos de fundação, mostra essa que reuniu 87 obras de 35 artistas do Estado.

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