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Grande romancista brasileira é reconhecida como Mestre da Cultura e terá a sua obra divulgada em Mato Grosso e no Brasil

19/01/2022 às 10:08

Tereza Albues, Mestre da Cultura, “é um terremoto literário”


Nos primeiros meses deste ano a grande romancista Tereza Albues receberá a homenagem como Mestre da Cultura Mato-grossense pelo edital da Lei Aldir Blanc, viabilizado pela Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso.


A editora Maria Teresa Carrión Carracedo, proponente do “Projeto Conexão Tereza Albues (Mato Grosso • Rio de Janeiro • São Francisco • Nova York)”, destaca a importância do reconhecimento a esta grande romancista e escritora que deixou importante contribuição à literatura brasileira, inclusive com várias obras inéditas. “Queremos publicar toda a sua obra. Trata-se de legado extraordinário para a literatura nacional e ainda pouco conhecido”, declara a editora da Entrelinhas. “Quem lê os romances de Tereza Albues estabelece permanente conexão com o seu universo estranhamente sedutor, permeado por sua prosa envolvente e de beleza absolutamente incomum”, garante Maria Teresa.


O projeto apresentará a publicação do romance “A dança do jaguar” e um vídeo-documentário sobre a escritora, dirigido pela premiada videasta Glória Albues, irmã de Tereza – pioneira do audiovisual em Mato Grosso.



“A dança do jaguar” é um livro inédito em suporte impresso, lançado apenas como livro digital no ano 2000 no Salão do Livro de Paris. A capa do livro foi ilustrada pelo artista plástico Carlos Lopes, que agora faz companhia aos artistas Humberto Espíndola, Regina Pena, Márcio Aurélio e Vitória Basaia, que ilustraram os livros de Tereza publicados em 2019 pela Entrelinhas Editora. Livro de ficção, a ação se passa em San Francisco, no Solar Maltesa, uma casa vitoriana de três andares, decadente e sinistra. Nayla Malloney, uma jovem pintora, acaba de alugar os dois últimos andares da casa. No andar térreo, com entrada independente, vive um homem solitário, Tristan O’Hara, um botânico excêntrico e recluso, que ela nunca vê. Coisas estranhas começam a acontecer e ela, aos poucos, vai tomando conhecimento de vários episódios sombrios relacionados com a casa e seus antigos moradores. A narrativa é permeada de estranhamento, aparições, sonhos, pressentimentos. Personagens cruéis, sábios, ingênuos, carismáticos, participam do jogo desta narrativa que é, na sua essência, a trajetória duma paixão voraz e atemporal.


A produtora Janela do Imaginário está em processo de produção e finalização do documentário, que tem a direção, roteiro e montagem de Glória Albues. Felipe Albues Martins é o produtor executivo. Luzo Reis, Murat Eyubogiu e Mike Bueno na fotografia e Lenilde Ramos assina a trilha sonora.


A diretora Glória Albues explica que o curta metragem aborda aspectos da vida e obra da escritora mato-grossense: “Não se trata propriamente de uma cinebiografia mas de um ensaio audiovisual que incorpora uma linguagem poética para adentrar o universo existencial e literário de uma das mais importantes escritoras de Mato Grosso. Ao longo do filme, duas realidades distintas – Mato Grosso e a cosmopolita Nova York, onde a autora viveu por 25 anos e onde veio a falecer no ano de 2005 – se confrontam e convivem simultaneamente, quase que numa dimensão paralela, num discurso inacabado, misterioso e evocativo como a própria existência e que permite revelar momentos de incisiva reflexão em meio à violência, à injustiça, ao preconceito e as humilhações que pontuaram a vida da protagonista.”


Sobre a autora – Tereza Albues nasceu em Várzea Grande, Estado de Mato Grosso, em 24 de agosto de 1936. Graduou-se em Direito, em Letras e em Jornalismo pela UFRJ. Escreveu toda a sua obra em São Francisco e Nova York, onde viveu por 25 anos. Seus primeiros romances são ambientados nas planícies pantaneiras, no centro da América do Sul, onde nasceu. Suas narrativas são permeadas pelo fantástico e sobrenatural. Gerald Thomas, diretor de teatro e ópera, disse que “Tereza é uma escritora fenomenal”, “é um terremoto literário”. Ênio Silveira, importante editor brasileiro que publicou seus primeiros livros, registrou que Tereza “tanto pode ser vista como escritora quanto uma força da natureza”, por sua prosa de ficção ser tão rica e surpreendente. Deixou como legado obra importante para a literatura brasileira com vários livros ainda inéditos. Toda a sua obra será publicada no Brasil pela Entrelinhas Editora, que assinou contrato de exclusividade com seus herdeiros. Já foram publicados Pedra canga, Chapada da palma roxa, A travessia dos sempre vivos, O berro do cordeiro em Nova York e A dança do jaguar. Faleceu em Nova York em 5 de outubro de 2005. Em 2013 Tereza Albues foi escolhida como Patrona Perpétua das Letras Brasileiras em Nova York, pelo BEA (Brazilian Endowment for the Arts).





 

Fonte: Assessoria

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