Páginas389

Formato16 x 23 cm

Papelpólen

Acabamentobrochura

ISBN9788579920806

SeloEntrelinhas

ATERRADO
Crônica de um romance explícito

Romances ambientados em regiões rurais configuram-se em um dos mais ricos e sedutores filões da literatura universal. [...]

Este Aterrado, de José Lobo, pertence a esta linha, e ainda mais: insere-se na linha do romance de cores regionalistas em cuja trama avulta a sombra gigantesca de um personagem que a todos domina, de uma forma ou de outra, estando ele presente ou não.

[...] o Senhor do Aterrado é quem dá as cartas, quem as embaralha e joga de mão no livro de José Lobo.

[...] Afora isso, o livro tem outra particularidade marcante: nele, vai se elaborando o roteiro (de uma peça?, de um filme?), numa estrada infinita, num ônibus que é como se fosse a permanente excursão de uma companhia de teatro ou um set ambulante de filmagem. Naquele espaço movente, os personagens migram ora da realidade para a ficção, ora percorrendo o caminho inverso, tecendo a trama da obra como um todo. Ali estão as gentes da Fazenda do Aterrado e de suas circunvizinhanças: Dionísio e Padre João num jogo em que se misturam o sagrado e o profano, sugestões de relação homoafetiva, distanciamento e aproximação, um sonhando em ter para si aquilo que o outro possui e pertence, por direito adquirido, só e exclusivamente a ele. [...]
 
Marinaldo Custódio é jornalista e escritor, mestre em Literatura Brasileira

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JOSÉ LOBO

É escritor. Nasceu em Cuiabá, em 14 de abril de 1930. Foi odontologista e historiador. Fez Academia Militar das Agulhas Negras, com destacada experiência na área de gestão pública, e hoje, quando perguntado, diz que tem por profissão a de jardineiro.

Escreveu contos e crônicas em jornais de circulação diária e publicações culturais em Cuiabá, Goiânia e Minas Gerais. Publicou Lugar e Tempo, pela Ebrasa, em Brasília e Duas Versões, em 1987, edição do autor, em Cuiabá.

Sobre Lugar e Tempo, o pesquisador, ensaísta e poeta mineiro Affonso Ávila destacou na edição: “O que sempre me impressionou em José Lobo foi a sua capacidade de ver tudo, de conversar tudo em profundidade, de pensar o mundo numa perspectiva vertical, de buscar no núcleo da ideia, da coisa ou do fato, uma dimensão que geralmente escapa aos espíritos presos demais à aparência nunca satisfatória da realidade. Mas a visão desse homem meio sábio de vida, meio poeta de imaginação não é a visão dos conceitos, das reflexões que se esgotam em si mesmas, antes o que a distingue e singulariza é o seu rico desdobrar-se em novas propostas e indagações, ao invés de resolver-se nas frias conclusões dos racionalistas. Cristão num mundo que desaprende a necessidade de Deus, humanista numa época que se mede pela impiedade e injustiça, José Lobo ainda acredita na redenção do homem e a espera como um bem de desfrute também terreno, esperança que o fez renunciar um dia à realização pessoal nos grandes centros e retornar à remota Cuiabá, sem outro propósito que o de ser útil àquele seu pedaço de Brasil que aguarda a vez em adiada grandeza.”

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